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	<title>sangue seco.txt &#187; devaneios</title>
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		<title>Barebacking</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Oct 2007 15:34:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
				<category><![CDATA[devaneios]]></category>
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		<description><![CDATA[Essa eu não conhecia, e confesso que to de cara&#8230; segue abaixo a reportagem:
Na tradução literal, cavalgada sem sela; na gíria, sexo sem camisinha. No Brasil, a finalidade da prática é a busca do sexo livre, mas há quem possua o mesmo objetivo dos barebackers norte-americanos, os inventores da &#8220;modalidade&#8221;: contrair o vírus da aids. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sangueseco.wordpress.com&blog=308417&post=81&subd=sangueseco&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Essa eu não conhecia, e confesso que to de cara&#8230; segue abaixo a reportagem:</p>
<p>Na tradução literal, cavalgada sem sela; na gíria, sexo sem camisinha. No Brasil, a finalidade da prática é a busca do sexo livre, mas há quem possua o mesmo objetivo dos barebackers norte-americanos, os inventores da &#8220;modalidade&#8221;: contrair o vírus da aids. Num comportamento suicida, eles contrariam o discurso politicamente correto de médicos, educadores e militantes de ongs, mas não sem uma série de argumentos, que listamos a seguir: <br /><b></b></p>
<p><b>&#8220;Hoje em dia, ninguém morre de aids. Não vemos pessoas definhando e falecendo meses depois de descobrir que têm o HIV.&#8221;</b><br />É verdade que o coquetel anti-aids é altamente eficiente no controle e no tratamento da doença. A partir de sua introdução, em 1996, criou-se o conceito de soropositividade, ou seja, uma pessoa infectada pelo HIV não necessariamente desenvolve a aids e, mesmo se já apresentar alguns sintomas, pode haver regressão do quadro clínico. Entretanto, a sensação de segurança é falsa, como atesta o Dr. Ésper Kallas, infectologista da Unifesp que desenvolve pesquisas sobre HIV/Aids: &#8220;No Brasil, morrem mais de dez mil pessoas infectadas por ano. Exitem vírus resistentes ao coquetel, que não respondem ao tratamento&#8221;. Além disso, afirmar que o tratamento é 100% eficaz é ignorar os efeitos colaterais dos medicamentos, que não são poucos nem amenos. <br /><b></b></p>
<p><b>&#8220;Em qualquer relação sexual, corro o risco de pegar aids. É melhor me contaminar logo, assim não fico na neura toda vez que transar.&#8221;</b><br />As informações que acompanham o jargão <i>&#8220;use camisinha&#8221;</i> são de deixar qualquer um paranóico: <i>ela deve ser colocada logo no início porque a secreção que sai do pênis durante as preliminares e no sexo oral pode conter o HIV, o vírus é transmitido pela penetração, no sexo anal o risco é ainda maior, se a camisinha furar ou estiver mal colocada, já era</i>. Diante de tudo isso, os mais afoitos acham que a aids é inevitável e, para acabar com a ansiedade e a angústia da espera, vão atrás da contaminação. </p>
<p><b>&#8220;O meu parceiro tem. Se eu me contaminar, será uma prova de amor e poderemos abandonar de uma vez o preservativo.&#8221;</b> O argumento de que sexo sem camisinha é demonstração de amor e confiança já está mais do que batido, afinal, quem coloca a mão no fogo por alguém corre o risco de se queimar. Mas pensar que o casal pode abrir mão da camisinha porque os dois já são soropositivos é um erro. Existem diferentes tipos de vírus, se cada um tiver um tipo diferente, podem transmitir ao outro, o que se chama reinfecção. &#8220;A reinfecção é real. O paciente pode estar tendo sucesso no tratamento, mas ao se infectar pela segunda vez, pode desenvolver um vírus resistente, o que é muito prejudicial. Por isso, a prevenção deve continuar&#8221;, explica o infectologista. <br /><b></b></p>
<p><b>&#8220;Fui rejeitado pela minha família, não posso me casar nem ter filhos. Não quero morrer velho e sozinho.&#8221;</b><br />Ainda hoje, muitos homossexuais não podem contar com a compreensão e o apoio da família. Para evitar que recorram a comportamentos auto-destrutivos, uma solução apontada por diversos militantes da causa GLBT é a aprovação da lei da união civil entre gays. <br /><b></b></p>
<p><b>&#8220;Os soropositivos têm acompanhamento de médicos, apoio de ongs e de todo um grupo de pessoas na mesma situação. Quero fazer parte deste grupo.&#8221;</b><br />Por mais que se tente provar que não existe preconceito, os homossexuais ainda sofrem muita discriminação. No senso comum, o certo é ser heterossexual. Quem difere na orientação sexual ou no jeito de se vestir, de falar, de se comportar é excluído, seja na escola, no trabalho ou na igreja. Estando infectado, o indivíduo passa a ser reconhecido socialmente, já que a mobilização contra a aids é forte em todas as frentes sociais. </p>
<p>Há também outros argumentos que fogem à compreensão, como a excitação diante do risco. As <i>bare parties</i> são orgias onde soropositivos e soronegativos transam sem camisinha e o prazer está em passar e contrair o vírus, chamado de &#8220;o presente&#8221;. Este é o tema do filme <i>The Gift</i> (Louise Hoghart, Eua &#8211; 2002). Na Europa, o nome comum para essas festas é Russian Roulette Party (Festa da Roleta Russa). Apenas o anfitrião sabe quem é soropositivo e a graça está em sair de lá com a dúvida se foi &#8220;o presenteado&#8221; ou não. No início do ano, Caio Blat protagonizou a peça <i>Mordendo os lábios</i>, de Hamilton Vaz Pereira, onde a bare party era chamada de Malebouge. <br />Estima-se que nos Estados Unidos existam 7 milhões de barebackers. Na Europa, o número fica em torno de 2 milhões. Por aqui, não há dados, mas já existem alguns grupos e festas, embora muito poucos tenham coragem de assumir. Contatamos 25 participantes de comunidades de barebacking na internet, que é onde eles se encontram, mas apenas dois responderam. Um deles foi Rafael Silva Nogueira, que é barebacker há pouco mais de um ano: &#8220;O tesão que eu sinto não é pelo risco de pegar aids, é por ser pele com pele. Nunca participei de uma festa bare, mas já fui convidado.&#8221;, afirma. <br />Para testar a popularidade do barebacking, resolvemos entrar num chat de sexo com um nick bem direto &#8211; BAREBACK CENTRO/SP 23A. Em meia hora na sala gay, apareceram 9 pessoas que já sabiam do que se tratava e estavam dispostos a sair do virtual e partir para a prática. Já no chat heterossexual, o mesmo nick não fez tanto sucesso. Surgiram cinco parceiros em potencial, que desconheciam o termo bareback, mas topavam na hora sob o argumento de que &#8220;sem camisinha é mais gostoso&#8221;. A discussão está longe de acabar. O Programa Nacional de Aids do Ministério da Saúde não tem nenhuma ação voltada a esse grupo. Se o barebacking se popularizar por aqui e o número de soropositivos aumentar, pode acontecer um colpaso na saúde pública. Isso porque não há perspectiva de cura, pelo menos pelos próximos anos, e o tratamento, apesar de caro, é oferecido gratuitamente.
<p><i>Por Larissa Coldibeli</i> &#8211; Click 21
<p>&nbsp;
<p>Quando eu digo que poderia resurgir os tiranosauros rex pra acabar com o seres humanos vocês não levam a sério&#8230;
<p>&nbsp;
<div class="wlWriterSmartContent" style="display:inline;margin:0;padding:0;">Technorati Marcas:  		<a href="http://technorati.com/tags/barebacking/" rel="tag">barebacking</a> 		,  		<a href="http://technorati.com/tags/HIV/" rel="tag">HIV</a> 		,  		<a href="http://technorati.com/tags/AIDS/" rel="tag">AIDS</a> 		</div></p>
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		<title>sobre a amizade</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jan 2007 14:03:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
				<category><![CDATA[devaneios]]></category>
		<category><![CDATA[os dias]]></category>

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		<description><![CDATA[Nunca parei ao certo para pensar sobre a idéia da amizade, pra que ela serve ou porque necessitamos dela… sei lá, talvez seja pelo fato de ser algo tão natural pra mim… bom pelo menos era, até que minha amizade foi colocada a prova.
Uma pessoa me disse que a amizade é “como uma planta que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sangueseco.wordpress.com&blog=308417&post=43&subd=sangueseco&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Nunca parei ao certo para pensar sobre a idéia da amizade, pra que ela serve ou porque necessitamos dela… sei lá, talvez seja pelo fato de ser algo tão natural pra mim… bom pelo menos era, até que minha amizade foi colocada a prova.</p>
<p>Uma pessoa me disse que a amizade é <em>“como uma planta que necessita ser regada sempre para poder crescer, do contrário ela murcha e morre”…</em> achei meio estranha essa colocação e até discordei e você que está lendo vai saber o porquê, apesar dela fazer total sentido no contexto em que pessoa que me disse vive, e não quero entrar em meritos por isso, mas até que ponto, pelo menos pra mim, ela é verdadeira?</p>
<p>No meu entender, essa idéia só pode ser verdadeira se o que está em questão é aquilo que você “demonstra” pela pessoa e não aquilo que você sente… não ficou claro né? tudo bem, darei um exemplo:</p>
<p>Pense nas amizades que consquistou em toda a sua caminhada pela vida… muito ou pouco todo mundo consegue ter laços de amizade, bom ou ruim isso não vem ao caso,  mas essas experiencias tentam nos ensinar que o mundo é feito de pessoas também com a qual temos que nos relacionar se quisermos ter um contato maior com o que nos cerca… ok, até aqui nenhuma novidade, mas vamos então questionar o sentido da amizade.</p>
<p>Quem é amigo?  aquele que você não vê todos os dias mas sabe que no momento que precisar ou já até precisou ele vai estar lá, seja como for ou quando for, dentro de suas limitações é claro, ou aquele que te dá um <em>“bom dia”</em>  sempre que te vê dá abraços sempre que te encontra mas na hora dificil te deixa na mão? As duas opções? Nenhuma delas?</p>
<p>Volto a perguntar, quem é amigo? aquele que te diz mentiras pra te <em>fazer bem</em> ou aquele que te diz a verdade mesmo que dolorida? O estranho é que as respostas geralmente seriam fáceis te entender mas dificeis de dizer…</p>
<p>Penso que o importante de fato numa amizade é aquilo que sentimos a respeito das pessoas, o significado que elas tem em nossa vida e não os “gracejos” que ganhamos delas a cada dia, principalmente quando são usados como uma forma de massagem no ego, mas hoje entendo que existem pessoas que são viciadas em <em>massagem de ego<strong>, </strong></em>só que por favor não tenham a pretenção de achar que eu alimentarei o vicio delas, aliás, eu não faria isso mesmo que tivesse condições.</p>
<p>Claro que é inegável que todos gostam de demonstrações de carinho não só por parte dos amigos, mas é uma necessidade que todos tem, e não creio que as coisas devam girar em torno disso, transformar amizade ou qualquer outra atitude em <em>mercadoria </em> seria egoismo… se preocupar com que os outros demonstram sobre minha pessoa ou ter que demonstrar algo como forma de retribuição… a amizade é algo que fala por si mesma, sem forçar a barra em nenhum instante, sem troca… é uma fluencia totalmente natural.</p>
<p>Não quero acreditar que amizades simplesmente <em>murcham e morrem, </em>nunca vi nada assim acontecer, e não acredito também em amizades falsas, mas sim em pessoas que agem de má fé em beneficio próprio… pra minha felicidade conheço pessoas que fico anos sem ter contato, mas sempre que tenho a oportunidade de eoncontrá-las tenho a sensação de que parece que foi ontem a ultima vez que as vi.</p>
<p>Sei lá, cada ser humano veio com um cerebro de presente, para pensar o que quiser e da forma que quiser… será que é possivel viver sem amigos? será que tenho sido um bom amigo? Olhe nos olhos das pessoas, e veja nos olhos delas o reflexo a teu respeito.</p>
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		<title>Último post do ano</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Dec 2006 13:59:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
				<category><![CDATA[borderline]]></category>
		<category><![CDATA[devaneios]]></category>

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		<description><![CDATA[Último post do ano. Está feliz? então nem leia esse post.Tenho mania de ficar pensativo (mais?) nos últimos dias do ano, principalmente no último dia. Sabe aquele lance de se fazer uma espécie de auto-análise de como foi o ano, os sonhos, as dificuldades, o sucesso… simplesmente para responder apenas a uma pergunta: valeu a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sangueseco.wordpress.com&blog=308417&post=42&subd=sangueseco&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Último post do ano. Está feliz? então nem leia esse post.<br />Tenho mania de ficar pensativo (mais?) nos últimos dias do ano, principalmente no último dia. Sabe aquele lance de se fazer uma espécie de auto-análise de como foi o ano, os sonhos, as dificuldades, o sucesso… simplesmente para responder apenas a uma pergunta: <em><strong>valeu a pena?</strong></em><br />Eu tenho muita dificuldade em responder a essa pergunta, não sei ao certo o porquê, e na verdade o que me preocupa mesmo é o valor da resposta… mas para isso seria fazer necessário fazer a tal da <em>“retrospectiva”</em>.<br />Acho que um dos principais fatos desse ano, foi o acidente automobilistico que sofri, que minha cicatriz no rosto, quem nem é tão grande, me faz o favor de lembrar todas as vezes que me olho no espelho.<br />O que dá pra se tirar do acontecido? Aquilo que sempre tiramos pra vida, num momento de sofrimento aqueles seres que nos amam vem ao nosso socorro. Sem custo nenhum, sem cobrança ou choro, eles vêem nos ajudar, não importando como ou o quê aconteceu, mas sim o que se pode fazer para ajudar.<br />Em um mundo onde se vê a dificuldade para se dar um <em>“bom dia”</em>, há pessoas que se esforçam, e até de certa forma se anulam, por amar alguém… sim, isso só pode ser classificado como <strong>amor</strong>, pois não conheço nenhuma palavra que se encaixe em situações como essas e não há nada que pague, e muito menos que se “fabrique”, atitudes como essas, por isso, se há desejos para o novo ano que daqui a algumas horas se inicia, que o meu desejo seja o de poder se dedicar mais às pessoas que gosto, e que principalmente gostam de mim.<br />Em relação a uma evolução interior, não creio que tenha acontecido algo produtivo em minha vida, pelo contrário, me sinto num profundo caminho ao regresso a cada dia que se passa… fico pensando onde tudo isso vai dar…<br />Sobre coisas materiais não tenho muito o que dizer, não vejo nenhum progresso substancial, que realmente faça alguma diferença… talvez eu esteja numa fase de <em>“cegueira” </em>ou sei lá… não me preocupo muito com esse tipo de coisa.<br />Relacionamentos? tive muitas brigas, muita conversa boa e de qualidade, tive momentos estressantes em que achei que iria ficar louco e alguns instantes de frieza e muita calma… mas nenhum sentimento novo, se é que possa existir…<br />Na verdade, a impressão que tenho é de ter passado 365 dias iguais, com a mesma monocromia de sempre, o mesmo silencio e a mesma ausencia interior… mesmo tendo amigos legais e leais, uma familia que sempre está comigo e uma esposa que tenta fazer o que pode pra me ajudar. Estaria eu sendo ingrato? não, por favor não pensem isso de mim, tenho me esforçado pra ser diferente e confesso, estou cansado.<br />Queria que 2007 fosse diferente, mas sei que o tal do <em>“querer é poder”</em> é uma puta duma ilusão sem tamanho, sem esforço não se consegue nada.<br /><em><strong>Valeu a pena?</strong></em> sinceramente para mim não, não sinto nenhum tipo de vitória no ano de 2006 e confesso, não tenho muitas esperanças de que 2007 seja diferente, embora ele nem tenha começado.<br />Queria agradecer a todos que estão perto, mesmo que não seja fisicamente, porque sei que o sentimento é igual, pelo que vocês fizeram por mim esse ano, vocês me ajudaram de uma forma que não dá pra se imaginar, digo isso de coração , e que em 2007 eu possa ser uma pessoa pelo menos mais agradavel… pelo menos isso.<br />Feliz 2007.</p>
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		<title>o que deveria acontecer? pt. 3</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Dec 2006 13:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
				<category><![CDATA[devaneios]]></category>
		<category><![CDATA[os dias]]></category>
		<category><![CDATA[ódio]]></category>

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		<description><![CDATA[Pra finalizar esse tema,  queria escrever somente sobre mais uma visão, que talvez seja a mais esquisita de todas, a visão da pessoa que assiste aos noticiários.
Nos sentamos confortavelmente em nossas poltronas, ajustamos o volume da tv e nos “deliciamos” com as noticias do dia. É até irônico dizer isso &#8211; noticias do dia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sangueseco.wordpress.com&blog=308417&post=41&subd=sangueseco&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Pra finalizar esse tema,  queria escrever somente sobre mais uma visão, que talvez seja a mais esquisita de todas, a visão da pessoa que assiste aos noticiários.</p>
<p>Nos sentamos confortavelmente em nossas poltronas, ajustamos o volume da tv e nos “deliciamos” com as noticias do dia. É até irônico dizer isso &#8211; noticias do dia &#8211; afinal um time, que eu não tenho nada contra, ganhou o mundial e ficou quase uma semana sendo noticiado, só faltou falar quais eram as musicas que os jogadores no dia tal ouviam pra dormir… isso sem contar as notícias sobre os atrasos nos aeroportos… será que é só isso que acontece no brasil e no mundo?! ou melhor, será que, a exemplo dessas duas noticias, são úteis para a maioria que assiste aos noticiarios?!</p>
<p>Mas voltando ao assunto, depois de desfrutarmos do conforto de nossas poltronas ouvimos uma notícia que nos faz cair o queixo &#8211; “<em>familia sofre assalto seguido de sequestro, as vitimas são queimadas vivas!” &#8211;  </em>Na hora somos “possuidos” por um espirito de terror, indignação e sede de justiça, que só aparecem em momentos como esse.</p>
<p>Os desejos que temos nesse momento não são necessários de se comentar porque ficaria até chato chover no molhado, mas a pergunta que tenho é, por que depois desse <em>minuto do ódio</em>  que temos, dura somente o suficiente de se ver a próxima notícia que geralmente vai falar do chifre do Ronaldinho ou da cor da calcinha, ops ela não usa, da Galisteu?</p>
<p>A verdade é que não damos importancia nenhuma ao sofrimento alheio, nos indignamos com o acontecido desejando sangue dos criminosos da mesma forma das arenas romanas no passado.</p>
<p>Não falo do sofrimento por parte dos criminosos, que a propósito já estão presos e pra falar a verdade, não queria estar na pele deles… mas falo do sofrimento da familia destruida, das pessoas que morrem nas guerras inúteis, nas crianças que morrem de fome na africa e tal… por que somos tão podres? ou melhor, o que nos tem tornado seres tão podres, a ponto de apenas querermos colocar nossas seringas nas véias e injetar o ódio que a T.V. insulfla na gente todos os dias como se fosse uma espécie de droga?</p>
<p>É fato, vemos a degradação humana em seus atos mostrados na t.v., mas logo já nos esquecemos, afinal não posso esquecer que amanhã as Casas Bahia vão abrir  1 hora mais cedo e eu não posso deixar de comprar aquele aparelho de DVD.</p>
<p>É por essas e outras que eu gostaria que os dinossauros começassem a brotar, ressuscitar…  para que o ser humano tivesse um predador natural… A terra infestada de Tiranossauros Rex.</p>
<p><em>“É ruim odiar?” -</em>  A respeito do ódio, creio que ele seja necessário, para que o amor seja valorizado, a ideia do equilibrio entre os extremos, é nisso que acredito. Mas não só o ódio, mas que qualquer sentimento ou ação, seja ela de dor, piedade, caridade, terror… que venha de dentro de nós mesmos, e não de um aparelho com imagem e som… principalmente porque a cada pausa para os comerciais ele nos diz algo… na maioria das vezes não condiz com a nossa realidade.</p>
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		<title>o que deveria acontecer? pt. 2</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Dec 2006 13:40:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Anderson</dc:creator>
				<category><![CDATA[devaneios]]></category>
		<category><![CDATA[os dias]]></category>
		<category><![CDATA[ódio]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de mais nada quero lembrar que o texto não referencia o pensamento de ninguém a não ser o meu, ou seja, não passa de pura abstração e devaneio da minha parte.
Na visão da familia, tanto das vitimas quanto dos criminosos:

Visão da familia da vitima

Essa visão com certeza deve ser a mais fácil de se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=sangueseco.wordpress.com&blog=308417&post=38&subd=sangueseco&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div class='snap_preview'><br /><p>Antes de mais nada quero lembrar que o texto não referencia o pensamento de ninguém a não ser o meu, ou seja, não passa de pura abstração e devaneio da minha parte.</p>
<p><strong>Na visão da familia, tanto das vitimas quanto dos criminosos:</strong></p>
<ul>
<li><strong>Visão da familia da vitima</strong></li>
</ul>
<p>Essa visão com certeza deve ser a mais fácil de se perceber, que no mínimo deve ser em poucas palavras, <strong>vingança.</strong></p>
<p>Vingança por cessar a vida de pessoas que trabalhavam, que tinham uma vida toda pela frente, e principalmente pela forma com que foram executadas. Nessas horas eu duvido que o tal do “olho por olho, dente por dente” não impere, ao menos que a pessoa esteja num grau tão evoluido de clemencia que não consegue pensar em nada de mal aos criminosos… talvez isso exista, mas no meu ver, se existe provavelmente está quase que em extinção… estou tentando não ser tendencioso…</p>
<p>Provavelmente então neste caso o maior desejo seria fazer igual, ou até pior com os criminosos a mesma atitude que eles tiveram com as vitimas… Mas resolveria o problema ou amenizaria a dor? Talvez o desejo de ter derramado o sangue, no maior estilo tribal, de um inimigo, guardando sua cabeça como prêmio… Sim! não há uma outra de se enxergar quem agride nossos entes queridos a não ser como inimigos, ou há?</p>
<ul>
<li><strong>Visão da familia dos criminosos</strong></li>
</ul>
<p>Acho que a primeira coisa que deve surgir na mente nesse caso é: “<em>Putz que merda ele fez!” &#8211; </em>tendo lembranças das coisas legais que a pessoa fazia, dos momentos de confraternização ou algo do tipo.</p>
<p>A outra deve ser: <em>“Como ele pôde?” &#8211; </em> pensando e tentando imaginar a crueldade do fato.</p>
<p>É estranho, a meu ver, o comportamento da familia nesse ponto, e não falo agora da familia dos criminosos, mas como a instituição familia protege os seus, mesmo que eles tenham errado. E se não conseguem, tentam ao menos diminuir o sofrimento que eles vão passar certamente, seja ele fisico ou mental. Talvez algum antropólogo poderia explicar melhor porque isso acontece, mas acredito que talvez seja pelo fato dos primeiros laços nunca serem desfeitos, como por exemplo para uma mãe o filho é sempre uma criança e sempre vai ser.</p>
<p>Mas ainda assim, isso é um fato que choca os da própria familia sem dúvida, e lá no fundo eles devem ter algo que lhes diz que eles devem ser punidos… Mas que tipo de punição? e se essa escolha fosse feita pela familia dos criminosos? Imagine, eles sendo condenados e a punição ser escrita pela própria familia, que de certa forma ela está acontecendo, mas imagine algo desse tipo acontecesse? como seria? Acho que a familia não deve ser submetida a uma pressão dessas de forma alguma.</p>
<p>São duas visões dificeis de analisar, cada uma com seus motivos, mas quero com esse post instigar a discussão a respeito de nossos valores também, como seres humanos, que podemos ser a qualquer momento réu ou juiz, como amigos, irmãos e conjuges… será que sempre nossas atitudes serão avaliadas de acordo com o ato em si ou pelo contexto em que elas acontecem?</p>
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